Os dois parágrafos acima, me parecem suficientes para fornecer uma ótima introdução aos problemas em torno deste complexo tema que é foco de estudos na Filosofia, Artes, Psicologia, Religiões... E, tanto no Ocidente quanto no Oriente os indivíduos e as populações vivem ávidos em busca de informações e "fórmulas" para ficar mais tempo no momento presente.
No entanto, para os objetivos deste texto, os dois primeiros parágrafos trazem inspiração e oportunidade para refletir sobre como e porquê deixamos de prestar atenção em nossa vida no exato momento em que a estamos vivendo?
Para a criança acima, em sua resposta está uma direção, que seria trazermos a diversão que falta e devolvermos a qualidade das atividades e o preenchimento de seus dias para que chegue em sua próxima década com as memórias do prazer e da alegria da infância. Estas memórias serão muito importantes para uma fase adulta com esperança e força interior.
Para os adultos que somos, frutos de nossa época com tanta sobrecarga, tensões, pensamento acelerado, corpos exaustos sempre em movimento, mentes ansiosas, incertezas e medos fortalecidos pela desordem social e econômica, nossas respostas também podem nos trazer direções.
No entanto, posso adiantar que antes de seguir em qualquer direção, é preciso fazer uma parada para sentir, compreender e ouvir nosso próprio corpo. Nele habitam as emoções, sentimentos e memórias das dores e alegrias que vivemos, e ao cuidarmos dele o retorno será mais leveza e saúde para as próximas décadas.
Outra coisa que aprendi nesta jornada com os pacientes, é que envelhecemos como vivemos! E, se para aquela criança, as memórias farão parte de sua estrutura para ser um adulto esperançoso e forte, para nós um corpo mais flexível e uma mente tranquila serão nossa base para uma velhice com integridade e sabedoria.
Portanto, o problema não é o tempo presente, que chega sempre embalado de luz, sons e movimento! Então, por exclusão o problema se encontra em nós que não sabemos abrir o pacote, não sabemos brincar com o presente e nem mesmo sabemos que estamos numa festa.
A boa notícia é que para todo problema, existe no mínimo uma solução. E, se para aquela criança, o desafio é encontrar sua "brincadeira" preferida, descobrir sua aptidão, ritmo e os "amiguinhos" certos para compartilhar a diversão.
Para os adultos que somos, o desafio é encontrar o prazer numa atividade profissional, descobrir e respeitar nosso ritmo, compartilhar nossas afinidades, alegrias e esperanças com nossos pares, amigos e familiares.
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