quarta-feira, 17 de junho de 2020

VIVER O TEMPO PRESENTE EM PLENITUDE, VOCE CONSEGUE?

    
            Na semana passada, uma criança de nove anos me contou que gostaria de ter dezenove anos. E, para minha surpresa descreveu sonhos, planos e ideias com riqueza de detalhes, inclusive o planejamento que fez,  daquilo que viverá daqui há 10 anos.
            Perguntei-lhe quando deixou de prestar atenção à sua vida no momento presente e passou a se dedicar ao planejamento da próxima década e a resposta foi de uma lucidez espantosa. Disse que isto aconteceu quando percebeu que em sua vida não tinha diversão e que sua experiência escolar apresentava desafios maiores do que aqueles que podia solucionar.
            Os dois parágrafos acima, me parecem suficientes para fornecer uma ótima introdução aos problemas em torno deste complexo tema que é foco de estudos na Filosofia, Artes, Psicologia, Religiões... E, tanto no Ocidente quanto no Oriente os indivíduos e as populações vivem ávidos em busca de informações e "fórmulas" para ficar mais tempo no momento presente.               

          No entanto, para os objetivos deste texto, os dois primeiros parágrafos trazem inspiração e oportunidade para refletir sobre como e porquê deixamos de prestar atenção em nossa vida no exato momento em que a estamos vivendo?
            Para a criança acima, em sua resposta está uma direção, que seria trazermos a diversão que falta e devolvermos a qualidade das atividades e o preenchimento de seus dias para que chegue em sua próxima década com as memórias do prazer e  da alegria da infância. Estas memórias serão muito importantes para uma fase adulta com esperança e força interior.
            Para os adultos que somos, frutos de nossa época com tanta sobrecarga, tensões, pensamento acelerado, corpos exaustos sempre em movimento, mentes ansiosas, incertezas e medos fortalecidos pela desordem social e econômica, nossas respostas também podem nos trazer direções.
          No entanto, posso adiantar que antes de seguir em qualquer direção, é preciso fazer uma parada para sentir, compreender e ouvir nosso próprio corpo. Nele habitam as emoções, sentimentos e memórias das dores e alegrias que  vivemos, e ao cuidarmos dele o retorno será mais leveza e saúde para as próximas décadas.
            Outra coisa que aprendi nesta jornada com os pacientes, é que envelhecemos como vivemos! E, se para aquela criança, as memórias farão parte de sua estrutura para ser um adulto esperançoso e forte, para nós um corpo mais flexível e uma mente tranquila serão nossa base para uma velhice com integridade e sabedoria. 
          Portanto, o problema não é o tempo presente, que chega sempre embalado de luz, sons e movimento! Então, por exclusão o problema se encontra em nós que não sabemos abrir o pacote,  não sabemos brincar com o presente e nem mesmo sabemos que estamos numa festa.
           A boa notícia é que para todo problema, existe no mínimo uma solução. E, se para aquela criança, o desafio é encontrar sua "brincadeira" preferida, descobrir sua aptidão, ritmo e os "amiguinhos" certos para compartilhar a diversão.                  
            Para os adultos que somos, o desafio é encontrar o prazer numa atividade profissional, descobrir e respeitar nosso ritmo,  compartilhar nossas afinidades, alegrias e esperanças com nossos pares, amigos e familiares.
                        



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4 comentários:

  1. É dentro das nossas dores que estão o nosso maior tesouro...

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    1. Olá! Olá como vai!? Exatamente,ao acolher e cuidar de nossa dor, acontece a reparação. abraço!

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  2. Acolho está reflexão como um alerta....já que tenho a tendência de viver para o futuro...quero ser feliz hoje, me divertir hoje

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  3. Olá, como vai?! isso mesmo, ser feliz hoje é a melhor opção! abraço!

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